O que leva uma pessoa a buscar terapia?

Acredito que ao decidir fazer terapia a pessoa possui dentro dela um desejo genuíno, com graus variados, de saber sobre o mundo que a cerca e os reflexos desse mundo sobre si. Neste caso cabe ao terapeuta instrumentalizar essa pessoa para que ela desenvolva uma base emocional mais solida e, assim, atue adequadamente em cada situação de sua vida.

A palavra paciente não me parece adequada para desiguinar pessoas que buscam a terapia, pois paciente, segundo os dicionários, são descritos como qualidade de uma pessoa conformada, resiguinada, que espera pacientemente resultados. Prefiro me referir a essas pessoas como cliente que, segundo os dicionários, dizem respeito a alguém que utiliza-se de serviços prestados por outrem.

O terapeuta acredita na capacidade de auto-realizaçao e auto-superaçao do cliente e da a ele o direito de “se sentir capaz” novamente. Cabe ao terapeuta então usar toda a sua capacidade técnica e possibilidades humanas para, junto com o cliente, buscar novos caminhos na sua vida.

O trabalho terapêutico é mantido por um tripé, onde é levada em conta individualmente manifestada em cada cliente; os processos que caracterizam a sua vida; e a somatória de diversas técnicas que permitem ao terapeuta auxiliar o cliente na compreensão de si mesmo e na definição de sues próprios caminhos.
A terapia se baseia no alagamento da percepções do cliente, fazendo com que ele tenha uma visão ampliada da situação e assim poder escolher de forma mais assertiva. Podemos então fazer uma analogia do processo terapêutico com um caleidoscópio, onde a visão de diversos quadrinhos seja características hereditárias ou congênitas, recordações conscientes ou inconscientes de experiências passadas, hábitos desenvolvidos de comportamentos que compõe a personalidade das pessoas, ou seja, tudo aquilo que forma o ser humano.

A cada giro no caleidoscópio, novos desenhos surgem e assim também acontece com os seres humanos. A cada minuto, a cada experiência vivida, uma nova forma de pensar e agir aparecem, ou seja, modifica a pessoa trazendo benefícios ou prejuízos (barreiras) ás mesmas.

Ao se deparar com “barreiras” que dificultam a realização de si mesmo, o ser humano forma áreas de resistência, atrito e tensão. Quanto mais frequente for a construção desses pontos de atritos e tensão, mais rapidamente os bloqueios se instalam, distorcendo a percepção realidade ou a compreensão das manifestações interiores e sentimentos do próprio individuo, levando-o a estagnar ou então a se comportar de formas inadequadas ou inexplicáveis.

A terapia atua principalmente nesses bloqueios, facilitando ao individuo o fortalecimento da sua capacidade perceptiva e compreensiva, podendo então fazer escolhas com maior clareza e adequação ate então nunca sentida.

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